Morre técnico Cilinho, que fez história no comando do XV de Jaú

Profissional tinha 80 anos e morreu nesta quinta-feira à tarde, em sua casa, em Campinas




Cilinho cumprimenta Filpo Nunes, que treinava o Palmeiras em jogo realizado em Jaú

Com três passagens pelo XV de Jaú, o técnico Cilinho morreu nesta quinta-feira, em Campinas. Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho, teve passagens marcantes pelo clube jauense: 1978, 1981 e 1996. A diretoria do XV lamenta a morte do treinador e se solidariza com amigos e familiares.



Recentemente, em 2016, esteve em Jaú para jogo festivo e recebeu homenagem de ex-jogadores do clube.

Recentemente, em 2016, esteve em Jaú para jogo festivo e recebeu homenagem de ex-jogadores do clube. Na segunda passagem, ajudou a levar o clube, pela primeira vez, ao Campeonato Brasileiro, classificado devido à boa campanha no Campeonato Paulista de 1981.





Com passagens por Ponte Preta e São Paulo, onde comandou a geração apelidada de "Menudos do Morumbi", ele também trabalhou em Corinthians, Santos, Portuguesa, Guarani, entre outros clubes.




Cilinho morreu em sua casa, em Campinas. Ele estava com 80 anos e, desde o ano passado, sofria com problemas de saúde – teve um AVC em abril de 2018, quando chegou a ficar dias internado no hospital da PUC-Campinas.

A informação do falecimento foi confirmada pela Setec (Serviços Técnicos Gerais) de Campinas. (com informações do Globo.Esporte)


O ex-técnico nasceu em Campinas, no dia 9 de fevereiro de 1939, e começou a carreira como treinador aos 27 anos, na Ferroviária, de Araraquara. Três anos depois, teve a oportunidade de dirigir a Ponte Preta, em sua cidade-natal, e conquistou os primeiros destaques na profissão. Montou a base do time que seria campeão da Divisão de Acesso, hoje conhecida como Série A2, de 1969, e foi vice-campeão paulista em 1970.


Carreira O auge da carreira foi no São Paulo, onde chegou em 1984 e ajudou a construir o time que fez história no ano seguinte. Apelidado de "Menudos do Morumbi", a geração de Silas, Pita, Muller, Careca e Sidney ganhou o Paulistão de 1985 e encantou o Brasil com um futebol ofensivo. No ano seguinte, já sem Cilinho, o Tricolor foi campeão brasileiro com Pepe. O treinador voltaria ao São Paulo para vencer mais um estadual, o de 1987.


O trabalho no São Paulo foi marcante a ponto de criar uma fama de Cilinho sempre trabalhar com jovens. Apesar do destaque na década de 1980, o técnico campineiro nunca teve a chance de dirigir a seleção brasileira, mesmo sendo cogitado para o cargo. A vida de Cilinho seguiu por outros caminhos.


Em 1989, comandou o Guarani, de onde saiu para ser vice-campeão paulista com o Corinthians, em 1991. Passou ainda por Portuguesa, Bragantino, XV de Jaú, São José e América-SP nos anos 90. Em 2011, voltou ao futebol para comandar o Rio Branco, mas a passagem pelo time de Americana durou poucos meses, até fevereiro de 2012, quando pediu demissão.


Em vídeo de 2016, ex-jogadores orientados por Cilinho deram depoimento sobre o treinador. Veja o vídeo.