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Opa!

Para 'cantar de galo'

XV de Jaú aposta no modelo de clube-empresa em busca de tranquilidade e evolução

JC de Bauru entrevista Rodrigo Luiz Paulino sobre planos do XV para o campeonato



por Luis Felipe Carrion/JC Bauru

Foto: Paulo César Grange/XV de Jaú





O XV de Jaú deu um passo importante para o seu futuro no último dia 28 de janeiro, com a permanência da empresa Head Soccer Brazil como investidora no clube e a confirmação da participação no Campeonato Paulista da Série B, a quarta divisão estadual. A parceria é o caminho para o Galo da Comarca se reestabelecer como um time competitivo no interior paulista, além de ser a única maneira de angariar fundos para disputar a Bezinha.


De acordo com o presidente do XV de Jaú, Rodrigo Paulino, profissionalizar a gestão foi a forma que o time encontrou para se tornar sustentável financeiramente e fazer diferente de boa parte dos clubes, que não têm condições de bancar sozinhos um time de futebol para a disputa da Série B.


"Pra fazer uma participação que o XV não seja protagonista acho que não vale a pena. Nós iríamos nos licenciar da Federação Paulista de Futebol e não disputar nenhuma competição em 2020 porquê a parceria ainda não estava fechada. Faltavam alguns detalhes que foram resolvidos e no dia 29 o XV confirmou a participação no Conselho Técnico da Federação", relata ao JC.




'SIMILAR'


O XV de Jaú passa por um processo de transição, na qual irá adotar o modelo de clube-empresa. Para isso, é necessário que um clube de futebol faça uma mudança em seu estatuto e esteja equalizado financeiramente, de acordo com as leis tributárias.Parceira do time jauense desde o ano passado, a Head Soccer Brazil está assumindo a gestão do clube para auxiliar na solução desses problemas e permitir que a agremiação migre de uma vez para o modelo de clube-empresa, similar ao aplicado em Botafogo-SP, Ferroviária e Bragantino.




DESAFIADOR


As dívidas do Galo da Comarca totalizam aproximadamente R$ 15 milhões, segundo Paulino. Trabalhar com um clube de futebol nessa situação é uma tarefa muito mais difícil. "A dívida do XV possui penhoras em áreas do estádio.


Penhoras trabalhistas, por exemplo, a gente não recebe a cota da Federação. Já existe penhoras em borderô de bilheteria. É muito difícil trabalhar nessa situação porque você conta com aquela previsão de receita e a qualquer momento, da noite para o dia, pode vir uma determinação judicial e aquele dinheiro que você previa ter você já não tem mais", explica o mandatário do clube.


O cenário descrito por Paulino é uma realidade não só do XV de Jaú, mas de vários times tradicionais do interior paulista que, sufocados por dívidas, ficam sem condições de manter o departamento de futebol profissional e se licenciam da Federação Paulista de Futebol.


É o caso, por exemplo, do União São João de Araras, que chegou a disputar a Série A do Brasileirão nos anos 90 e atualmente encontra-se afastado das competições estaduais.Para o presidente do Galo da Comarca, o investimento da iniciativa privada é a única maneira encontrada para ajudar a mudar esse cenário.


"Hoje, na segunda divisão (quarta divisão estadual), você não consegue grandes parcerias com o que se paga. Você consegue capitar diversos recursos, mas o que você capita não é suficiente nem pra custear um terço do que é necessário para a competição. Então, eu classifico como uma das únicas alternativas pra salvar o futebol do interior essas parcerias com a iniciativa privada e que haja investimentos tanto na parte de futebol quanto de estrutura", finaliza.



Dentro de campo Enquanto se organiza fora de campo, o XV de Jaú segue a preparação dentro das quatro linhas para a disputa da Segundona. Na ultima segunda-feira (10), o elenco se apresentou para a temporada 2020 sob o comando do técnico Sérgio Caetano, no Estádio Zezinho Magalhães. Segundo Paulino, o objetivo do time é brigar pelo acesso.

"O XV vai a campo com um objetivo maior, que é o acesso à Série A3. Porém, nós temos um objetivo inicial que é garantir a classificação pra segunda fase entre os 16 melhores", explica.O time jauense está no Grupo 2 junto com Assisense, Independente de Limeira, Rio Branco, Santacruzense, União Barbarense e Vocem.

Os jogos em casa serão realizados às sextas-feiras, as 20h30.


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