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XV é zoado no BBB-20: normal "time pequeno" perder para o Flamengo.

Atualizado: Mar 6


O XV de Jaú foi zoado dias atrás no programa Big Brother Brasil ao ser considerado “time pequeno” pelo participante Felipe Prior. Ele falava numa rodinha de Brothers sobre a situação deles de inferioridade no programa da TV Globo. Fazia alusão a ser normal time pequeno perder para time grande. Na história, porém, o XV já enfrentou o Flamengo de verdade e não perdeu.




Dizia Prior no BBB: “A gente está que nem time pequeno jogando contra time grande: o XV de Jaú jogando contra o Flamengo, se ganhar é lucro, se perder é normal.” E todos riem. Os jogadores ainda permanecem no programa mesmo tendo ido pro paredão e voltado vitoriosos.


Corria os anos de 1950, o XV tinha subido para a elite o Paulista em 1951 com grandes jogos e enfrentava de igual pra igual os grandes do Estado. E, numa negociação entre XV de Jaú e Flamengo por jogadores ficou acertado que ambos realizariam dois amistosos com renda revertida para o XV: um no Maracanã e outra no Estádio Arthur Simões.



Em 8 de março de 1953 o XV de Novembro fez o jogo em Jaú e empatou por 2 a 2 com o Flamengo. Posteriormente o XV de Novembro retribuiu a visita do Flamengo, fazendo amistoso no Maracanã em 10 de setembro de 1953, resultando num empate por 4 a 4. VEJA DETALHES ABAIXO EM CRÔNICA DE KLEBER MAZZIERO PUBLICADA NO COMÉRCIO DO JAHU.




Galinho venceu no Maraca - Mais recente, em 1984, o time sub-20 do XV, o Galinho, fez um amistoso no Maracanã contra o Flamengo. Era preliminar de Flamengo e Grêmio pela LIBERTADORES (informação corrigida) e terminou com vitória do XV por 2 a 1. Foto daquele jogo mostra o time posado com Ivo, Marcelo, Fu, Vernio, Saulinho, Paulinho e Marcélio; Burriguel, Reinaldo, Zé Antonio, Antonio Carlos e Betinho. Naquele ano o XV foi vice-campeão paulista da categoria.



Relembre XV x Flamengo em 1953

(Kleber Mazziero, coluna Só Sei que Foi Assim, Comércio do Jahu)


O Maracanã foi – é – o sonho de todo jogador, de todo clube brasileiro. Todo mundo quer jogar no Maracanã. Nosso Galo já jogou. Mais do que isso. O XV de Jaú foi o primeiro clube do interior do Estado de São Paulo a disputar uma partida no Templo do Futebol Brasileiro.

1953. A negociação entre o XV de Jaú e o CR Flamengo pelo zagueiro-central e lateral-direito Servílio envolveu a troca do craque do Galo da Comarca por alguns não menos craques rubro‑negros, entre eles o mítico Adãozinho – centroavante reserva da Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1950. Além disso, o XV de Jaú ficaria com a renda da bilheteria de 2 jogos amistosos disputados entre as duas equipes. Uma no Estádio Arthur Simões, outra no Maracanã.


No dia 8 de março de 1953, o jogo de ida.

Miguel Jaime (Inocêncio); Servílio e Almir; Gérsio, Enzo (Jaime) e Diogo; Durval, Nestor, Cilas (Alemão), Pinga e Diamante (Hugo). Empataram em 2 x 2 com o Flamengo campeão carioca, em Jaú. Pinga e Diamante marcaram os gols do time da casa.


Naquele mesmo ano, no dia 10 de setembro, o jogo da volta. O time de Inocêncio, Lorena e Almir, Enzo, Túlio e Mário, Guaxuma, Nestor, Cilas, Adãozinho e Dario enfrentou o poderoso esquadrão que trilhava a campanha para o segundo tricampeonato da história do clube da Gávea, o primeiro após a Era Zizinho: García, Pavão e Jordan, Dequinha, Moacir e Benítez, Joel, Índio, Evaristo, Henrique e Zagallo.


O Flamengo saiu na frente. O Galo empatou com um gol de Adãozinho. Flamengo 2 x 1. O Galo empatou com Cilas. Flamengo 3 x 2. O Galo empatou, com o gol de Enzo. Flamengo 4 x 3. Guanxuma marcou. Novo e definitivo empate do Galo.

Exatamente, meu caro leitor. Flamengo 4 x 4 XV de Jaú. Esse foi o placar do jogo em que Servílio jogou contra o seu ex-clube, o Galo, e Adãozinho voltou ao Maracanã para reger seu novo time e comandar o seu esquadrão, o Galo da Comarca, no célebre e inesquecível empate.


Adãozinho regressou a Jaú com a sua equipe e seu triunfo pessoal. Ele não perderia aquele jogo de modo algum. Era pequenino, um “toco de gente”. Sua estatura gigantesca provinha da altivez que só os grandes homens podem ter. Homens tão raros. Tão mais raros a cada dia...