XV de Jaú informa a morte do goleiro Valentim, o camisa 1 do acesso em 1976

Diretoria do cube, por meio do presidente João Vital Neto, manifesta o pesar pela morte de um ídolo. Nossos sentimentos à família e amigos


O XV de Jaú, por meio de sua diretoria, informa e lamenta a morte do ex-goleiro Valentim, que fez parte do time do Galo em jogos naquela campanha histórica de 1976. Valentim, 62 anos, estava internado há mais de um mês vítima da covid-19. Valentim Aparecido Martins chegou a ficar entubado, mas desde o início da semana estava em recuperação, já sem a sedação, e a caminho do quarto. Na tarde desta quarta-feira faleceu. Não temos ainda informação sobre sepultamento.


Valentim, o primeiro da esquerda, no time do XV em 1977

Valentim era um dos remanescentes do XV na época do amadorismo no início dos anos 70. Atuou de 1974 a 1977 em 87 jogos, sofrendo 97 gols. E era reserva no time no time montado para disputar a Divisão de Acesso daquele ano e assumiu a condição de titular no ano seguinte. O goleiro foi um dos nomes daquele time que fez história no maior ano do Galo, com envolvimento de toda a cidade na campanha que culminou com o título do XV e o acesso à elite estadual.



Depois, Valentim permaneceu no XV e disputou o Paulista em 1977. Era o goleiro jauense naquela vitória épica por 3 a 0 sobre o Corinthians, por conta disso chegou a ser homenageado em cerimônia realizada pelo Museu Municipal de Jahu em 2017, quando o “jogo” foi tema da exposição pelo aniversário do XV de Jaú.


Valentim na homenagem recebida no Museu de Jaú em 2017 pelo histórico jogo contra o Corinthians

Vitória épica e camisa da seleção - O jogo com goleada sobre o Corinthians foi em 5 de junho de 1977 e terminou com gols de Poiani (2) e de Ademir Mello. Valentim estava no gol. E segurou o ataque corintiano que viria a ser campeão estadual.



Valentim ao centro com ex-jogadores do XV no Museu

No mesmo ano, o XV vestiu-se de amarelo e além de Valentim tinha Sabará, Estevam Soares, Galli, Caica, Poiani, Valdomiro, Paulo Moisés, Olavo, Luizinho e outros. O presidente do XV de Jaú na época era Waldemar Bauab. O XV chegou a jogar com um uniforme nas cores da Seleção Brasileira, mas depois precisou aposentar a camisa por ordem da CBD (atual CBF), que exigiu exclusividade.

Valentim, no XV em 1974

Amigos - O ex-goleiro Marolla conta que quando chegou ao XV o goleiro era Valentim. “Aprendi muito com ele. Era um dos meus ídolos”. Marolla conta que era um garoto de 16 anos e, antes disso, já acompanhava o XV e Valentim nos treinos do time amador realizado no campo municipal. “Eu era gandula e estava lá nos treinos”, disse, lamentando a morte do amigo.



Valentim, agachado, à direita. Em pé á esquerda, está o Moya, que morreu no ano passado. EM PÉ: preparador físico Moya, massagista Tonhão, Paulinho Cardoso, Marco Antônio, Zé Eduardo, Nenê, Valdomiro, Pelezinho, Sabará, Pedrinho, Emir, Ico e preparador de goleiros Claudio Belo; SENTADOS NO BANCO: técnico Nestor Alves, Ciola, Ademir Mello, Betinho Navarro, Ivinho, Passoca, Paulinho, Edu e Gerson. SENTADOS NA GRAMA: Zé Luis, Florisvaldo, Torrezam, Darcy e Valentim

Valentim, depois que saiu do XV, chegou a jogar na AABB, de Barra Bonita, e depois encerrou a carreira. Há alguns trabalhava na empresa Villa Jahu (Jahuba), do empresário Hamilton, um entusiasta do XV e patrocinador ao longo dos últimos anos. Segundo Chaves, a família estava feliz com a melhora do Valentim nos últimos dias. O ex-goleiro também era portador de diabetes.




Fonte: Júnior Palomares